Problemas digestivos e estomacais em Pugs

Pugs são propensos a problemas digestivos por causa da sua anatomia e dieta. Neste artigo, veremos os sinais mais comuns, causas prováveis, medidas imediatas que você pode tomar em casa e quando é imprescindível buscar atendimento veterinário.

Pug deitado com expressão triste
Pug deitado com expressão triste.

Em primeiro lugar, devemos entender que o formato braquicefálico dos pugs influencia a forma como eles comem e respiram. Além disso, eles costumam engolir ração rapidamente, o que aumenta a chance de engasgo, gases e má digestão. Por isso, fique atento: a combinação entre estrutura anatômica, dieta inadequada e excesso de petiscos frequentemente resulta em desconforto estomacal.

Sinais e sintomas que indicam problemas digestivos

Logo ao observar qualquer mudança no comportamento alimentar ou nas fezes, aja rapidamente. Os sinais mais comuns incluem:

  • Vômito recorrente ou episódico
  • Diarreia (fezes amolecidas, com muco ou sangue)
  • Perda de apetite
  • Gases e inchaço abdominal
  • Letargia ou desconforto evidente
  • Regurgitação frequente (comum em cães braquicefálicos)

No entanto, nem todo episódio isolado é emergência; ainda assim, não subestime sinais persistentes.

Causas mais comuns

As causas variam; a seguir estão as mais frequentes:

  1. Troca brusca de ração: mudanças repentinas alteram a microbiota intestinal.
  2. Intolerâncias alimentares e alergias: algumas rações e petiscos provocam inflamação.
  3. Ingestão de objetos estranhos: brinquedos, meias e restos podem causar obstrução.
  4. Infecções parasitárias: vermes e protozoários provocam diarreia e emagrecimento.
  5. Pancreatite: inflamação do pâncreas, muitas vezes associada a dietas gordurosas.
  6. Doenças sistêmicas: hipotireoidismo, insuficiência renal e problemas hepáticos podem incluir sintomas gastrointestinais.

O que fazer imediatamente em casa

Se o seu Pug apresentar vômito ou diarreia leve, siga estes passos iniciais:

  • Retire a comida por 8–12 horas (não retire água). Em seguida, reintroduza uma dieta leve em pequenas quantidades.
  • Ofereça água em pequenas porções com frequência para evitar desidratação.
  • Alimente com dieta branda: frango cozido sem pele e arroz branco ou ração prescrita pelo veterinário.
  • Evite medicamentos humanos — jamais administre antiácidos ou antiespasmódicos sem orientação veterinária.

Por outro lado, se houver sangue nas fezes, vômito contínuo, desidratação, febre ou dor evidente, leve o cão ao veterinário imediatamente.

Quando buscar atendimento veterinário

Procure ajuda profissional sem demora nas seguintes situações:

  • Vômito ou diarreia persistente por mais de 24 horas.
  • Sangue nas fezes ou vômito com sangue.
  • Inchaço abdominal súbito ou desconforto intenso.
  • Desidratação, fraqueza grave ou colapso.
  • Ingestão conhecida de corpo estranho ou substância tóxica.

O veterinário fará exame físico, exames de sangue, fezes e, se necessário, radiografias ou ultrassom para identificar a causa.

Prevenção: medidas práticas para evitar problemas

Em primeiro lugar, a prevenção começa pela alimentação. Em seguida, implemente estas medidas:

  • Escolha uma ração de qualidade adequada para cães braquicefálicos e de porte pequeno.
  • Alimente em pequenas porções e use comedouros anti-pressa para reduzir a ingestão rápida.
  • Evite alimentos gordurosos ou temperados e controle os petiscos.
  • Mantenha higienização e vermifugação em dia segundo a orientação do veterinário.
  • Supervisione o ambiente para evitar ingestão de objetos estranhos.

Alimentação recomendada e suplementação

Quando o Pug se recupera de um episódio gastrointestinal, prefira uma dieta leve por alguns dias. Em seguida, retorne gradualmente à ração habitual ao longo de 7–10 dias. Além disso, converse com seu veterinário sobre probióticos específicos para cães, que muitas vezes ajudam a restabelecer a flora intestinal.

Casos especiais: pancreatite e obstrução intestinal

A pancreatite exige atenção rápida: o cão pode apresentar vômito severo, dor abdominal e febre. Por outro lado, obstruções causam vômito contínuo e ausência de fezes. Em ambos os casos, o tratamento pode incluir internação, fluidoterapia e cirurgia. Portanto, não hesite em procurar emergência veterinária.

Conclusão

Em suma, problemas digestivos em Pugs são comuns, mas muitos episódios se resolvem com manejo adequado em casa. Ainda assim, ao notar sinais graves ou persistentes, leve o seu Pug ao veterinário. Caso contrário, previna-se: alimente com qualidade, fraccione as porções e mantenha acompanhamento regular. Dessa forma, você reduz risco e garante mais conforto para seu companheiro.