Vacinas obrigatórias para o Pug e calendário de aplicação

Pug vacina

Manter as vacinas do seu pug em dia é essencial para garantir uma vida saudável, protegida contra doenças graves e muitas vezes fatais. A vacinação não apenas protege o cão, mas também ajuda a evitar a disseminação de doenças entre outros animais e até entre humanos, em alguns casos.

Se você tem ou está pensando em adotar um pug, é fundamental conhecer quais são as vacinas obrigatórias, qual é o calendário ideal de aplicação e quais cuidados devem ser tomados para garantir que seu amigo peludo esteja sempre bem protegido.

Por que a vacinação é tão importante para o pug?

Os pugs são cães braquicefálicos, com focinho achatado e sistema respiratório sensível. Por isso, qualquer infecção pode se tornar mais séria. Além disso, como são muito sociáveis, costumam ter contato próximo com pessoas e outros cães, aumentando a exposição a vírus e bactérias.

As vacinas estimulam o organismo do cão a produzir anticorpos contra doenças específicas, prevenindo que ele desenvolva sintomas graves caso seja exposto a esses agentes infecciosos. Algumas vacinas, como a da raiva, também são obrigatórias por lei.

Principais vacinas obrigatórias para pugs

No Brasil, as vacinas consideradas essenciais para todos os cães, incluindo pugs, são:

1. Vacina V8 ou V10

Essas vacinas protegem contra várias doenças graves:

  • Cinomose: doença viral altamente contagiosa que afeta o sistema nervoso e respiratório.
  • Parvovirose: infecção viral que causa vômitos, diarreia intensa e pode ser fatal.
  • Hepatite infecciosa canina: afeta fígado e rins.
  • Leptospirose: transmitida por água e urina de roedores, pode atingir humanos (zoonose).
  • Parainfluenza e coronavírus canino: doenças respiratórias importantes (no caso da V10).

A V8 protege contra oito tipos de vírus e bactérias, enquanto a V10 amplia a proteção contra duas variações adicionais da leptospirose. O veterinário indicará qual é a mais adequada.

2. Vacina antirrábica

A vacina contra a raiva é obrigatória por lei no Brasil e deve ser aplicada anualmente. A raiva é uma doença mortal, que também pode ser transmitida aos seres humanos. Além de ser um cuidado essencial, é uma exigência para viagens e eventos com cães.

3. Vacina contra a gripe canina (tosse dos canis)

Embora não seja obrigatória por lei, é altamente recomendada, especialmente para cães que têm contato com outros animais em parques, hotéis ou creches. A vacina protege contra Bordetella bronchiseptica e alguns vírus respiratórios que causam tosse, espirros e secreção nasal.

4. Vacina contra giárdia (opcional, mas recomendada)

A giardíase é uma infecção intestinal que pode causar diarreia persistente. Embora a vacina não seja considerada essencial por todos os veterinários, pode ser indicada em regiões onde há alta incidência da doença.

Calendário de vacinação do pug filhote

O esquema de vacinação começa cedo, logo após o desmame. O calendário básico inclui:

  • 6 a 8 semanas de vida (1ª dose): V8 ou V10.
  • 10 a 12 semanas de vida (2ª dose): V8 ou V10.
  • 14 a 16 semanas de vida (3ª dose): V8 ou V10.
  • 16 semanas de vida: Vacina antirrábica.
  • A partir de 8 semanas: Vacina contra gripe canina (dose única ou reforço dependendo da marca).
  • 8 a 12 semanas: Vacina contra giárdia (opcional, em duas doses com intervalo de 3 a 4 semanas).

Após o término da série inicial, o pug deve receber reforço anual de todas as vacinas essenciais para garantir imunidade contínua.

Calendário de vacinação para pugs adultos

Se você adotou um pug adulto e não tem histórico de vacinação, o veterinário pode indicar a aplicação de duas doses de V8 ou V10 com intervalo de 3 a 4 semanas, além da vacina antirrábica.

Depois, o reforço passa a ser anual para todas as vacinas essenciais.

Cuidados antes e depois da vacinação

Antes da vacinação:

  • Leve o pug para uma consulta veterinária para avaliar a saúde geral.
  • Certifique-se de que ele está livre de vermes, pulgas e carrapatos (faça vermifugação antes do início do protocolo).
  • Evite vacinar cães doentes ou debilitados, pois isso pode reduzir a eficácia da imunização.

Depois da vacinação:

  • O pug pode apresentar reações leves, como sonolência ou dor no local da aplicação — isso é normal.
  • Evite atividades físicas intensas no dia da vacinação.
  • Observe sinais como inchaço exagerado, vômito ou dificuldade para respirar. Embora raras, reações alérgicas graves exigem atendimento veterinário imediato.

Por que não vacinar por conta própria?

Alguns tutores pensam em economizar aplicando vacinas por conta própria, mas isso pode trazer sérios riscos. Somente um veterinário pode garantir:

  • Aplicação correta e segura;
  • Uso de vacinas de qualidade, mantidas em temperatura adequada (cadeia de frio);
  • Controle do histórico vacinal do cão;
  • Detecção precoce de possíveis problemas de saúde antes da vacinação.

Importância de manter o cartão de vacinação em dia

Manter o cartão de vacinação do pug atualizado não apenas protege a saúde do animal, mas também facilita:

  • Viagens nacionais e internacionais;
  • Hospedagem em hotéis para cães;
  • Participação em eventos e encontros caninos;
  • Confirmação rápida do histórico de saúde em emergências.

Conclusão

Vacinar o pug corretamente é um cuidado fundamental para garantir uma vida longa, saudável e protegida contra doenças graves. O protocolo básico inclui as vacinas V8 ou V10, a vacina antirrábica anual e, dependendo do estilo de vida do cão, vacinas contra gripe canina e giárdia.

Siga sempre as orientações do médico-veterinário e nunca atrase os reforços anuais. Além disso, mantenha uma rotina de consultas, vermifugação e controle de parasitas para que a proteção seja completa.

Com atenção e cuidado, você garante que seu pug tenha energia, disposição e saúde para aproveitar muitos anos ao seu lado.